O Censo Econômico fechou o primeiro ano de trabalho com números concretos que demonstram os índices da Radiodifusão Paranaense, destacando o volume de investimentos realizados em mídia, tecnologia e recursos humanos no Estado. Uma iniciativa da Aerp em parceira com o Sert/PR, o projeto é modelo e referência em nível nacional e aponta indicadores importantes para o setor.

Em 2014, o Censo contou com a adesão de mais de 130 emissoras de todo o Estado, um número que vem crescendo mensalmente e já representa 44% das associadas. A receita bruta total das emissoras que registraram seus dados foi de R$ 125 milhões 515 mil, sendo R$ 45 milhões faturados por intermédio de agências de publicidade e cerca de R$ 21 milhões com representantes.

Considerando que 44% das emissoras paranaenses participaram do Censo em 2014, o projeto estima que a receita bruta do rádio em nível estadual é de aproximadamente R$ 240 milhões.

Na média do número de emissoras participantes, as três regiões que lideraram o ranking foram: noroeste, norte e oeste. Da receita bruta total de 2014, 71% são de emissoras FM e 29% de AM.

 

 

O Censo demonstrou que os primeiros meses de 2014 tiveram um faturamento proporcionalmente maior, com quedas registradas em junho, novembro e dezembro.

Segundo o presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) no Paraná, Ciro Cesar Zadra, o mercado publicitário sentiu a redução no consumo e o encarecimento do custo de vida agravados no fim do ano, porém, que já davam sinais desde o início do segundo semestre de 2014.

“Embora o mercado tenha registrado a queda no volume dos investimentos de mídia de massa no fim do ano, tivemos a ampliação de investimentos em outras ferramentas, como promoção, ativação, universo digital, web e aplicativos para celular”, afirmou.

 

 

 

 

O comportamento da mídia no estado seguiu a cenário brasileiro.

“O primeiro semestre foi muito bom para o mercado publicitário como um todo, já o segundo semestre não foi tão bom, mas na média acabamos fechando o ano com um crescimento de 4 a 5%. Eu acho que em 2015 nós temos que nos esforçar muito para crescermos alguma coisa e certamente para crescer 5% vai ser um esforço sobre-humano, pois o mercado está mais difícil do que estava em 2014”, disse o presidente nacional da Abap, Orlando Marques.

META PARA 2015

O objetivo para 2015 é ampliar a participação das emissoras associadas no Censo Econômico para demonstrar com mais precisão a real participação da Radiodifusão no bolo publicitário do Paraná, bem como a representatividade em nível nacional.

Para o presidente da Aerp, Márcio Villela, os resultados do Censo têm um papel fundamental de apoio para novas ações estratégicas de mercado.

“Inicialmente, temos que agradecer aos radiodifusores do Paraná pelo massivo apoio e participação no Projeto Censo Econômico, que permite avaliar nosso segmento com profundidade e ainda estabelecer comparativos com outros setores. Num mercado que tende a estar cada vez mais competitivo somado a um ano de incertezas na economia nacional, os dados gerados pelo projeto permitirão às emissoras associadas estabelecer novas ações estratégicas e apoio na tomada de decisões”, afirmou.

Para o presidente do Sert/PR, Caique Agustini, é muito importante que o radiodifusor também conheça sua própria realidade e possa compará-la por região. “Reconheço que este efeito comparativo de dados reais de mercado, em um primeiro momento, pode gerar certo desconforto em muitos colegas, ao deparar-se com números que talvez estejam muito aquém da média de outros. Porém, é uma grande oportunidade para evoluirmos em nossos negócios individualmente, transformando nossa atividade coletiva em algo muito mais saudável, sustentável, efetivo e, principalmente, mais rentável. Admitir nossas falhas é o primeiro passo de um processo transformador positivo”.

O diretor comercial da Aerp, Alexandre Barros reforçou a importância da participação de todas as emissoras neste projeto. “O Projeto Censo Econômico tem uma grande relevância no cenário publicitário e nos investimentos de mídia de massa. Por meio dele, o radiodifusor poder mensurar o crescimento econômico da sua emissora e traçar planos para novos investimentos. Com a interatividade e a mobilidade disponibilizada pelas novas mídias, o rádio passa a ganhar ainda mais destaque devido a sua tendência de integração com o meio digital. É importante estar atento às tendências de mercado”.

No ambiente de convergência tecnológica, a tendência para 2015 é o rádio ganhar cada vez mais as características de um meio multiplataforma.

“Em contato com nossas associadas temos identificado claramente um novo posicionamento na relação com seus clientes e práticas inovadoras para fidelizar ouvintes e ampliar audiência. O modelo convencional de fazer rádio tem sido gradativamente expandido, ocupando espaços e meios alternativos para consolidar sua presença e capilaridade junto à comunidade que atua”, destacou Márcio Villela.

Além de transmitir o conteúdo sonoro, o rádio passa também a gerar e compartilhar conteúdo em diversas plataformas, atuando também com mais intensidade em ações promocionais, institucionais e de responsabilidade social.

 

 

Conforme a jornalista especialista em Economia, Mirian Gasparin, a popularização da internet trouxe muitos benefícios ao rádio. Muitos jovens que não tinham por hábito ouvi-lo passaram a escutar pela internet.  “A telefonia móvel ajudou muito as rádios FM. Também destaco a possível vinda do rádio digital ao Brasil que possibilitará a entrada de novos avanços tecnológicos”.

Os especialistas são unânimes: o cenário digital exige inovação. Para Ciro Zadra, o modelo de agências tem que ser reinventado. O meio digital e a web estão se destacando no bolo de investimentos de comunicação e o consumidor está cada vez mais crítico e seletivo.

“Você não fala mais em público-alvo, mas em ponto de contato, que é o consumidor em movimento. Então se ele está na academia, você tem a mídia indoor. Se ele está em movimento no veículo ou transporte público, você tem outras mídias. Este novo consumidor tem hábitos de consumo de mídia muito diferentes do que tínhamos anteriormente. É preciso que os profissionais repensem suas estratégias de comunicação a partir de novas premissas”, alertou.

Segundo Orlando Marques, a inovação tem que fazer parte do dia a dia dos veículos, das agências e dos clientes. O rádio é o veiculo que mais se aproxima de todos os brasileiros, e deve aproveitar essa característica para se destacar.

“O mundo digital vai continuar sendo o mais relevante. Não o mais importante, necessariamente, mas é o que mais vai crescer por algumas razões. Primeiro, porque é uma novidade e então a novidade vem de uma base menor e tende a crescer mais. Segundo, porque há uma curiosidade geral de se provar, de se testar essa nova mídia, esse mundo digital”.

Porém, o rádio oferece facilidades que nenhum outro meio de comunicação traz consigo, como a acessibilidade, já que é capaz de alcançar lugares que ainda não receberam internet.

Fonte: Assessoria de Comunicação Aerp.