
Uma audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu as regras para as novas concessões das estradas do estado e defende uma maior participação da casa no processo. A reportagem é de Amanda Yargas.
Foto: Kleyton Presidente/Alep
Em novembro de 2021 se encerram os contratos de concessão das rodovias paranaenses. O Paraná conta com 2mile500 quilômetros de estradas administrados pela iniciativa privada, o chamado Anel de integração. Os termos da nova concessão vão ser remodelados, o que está sendo feito atualmente por uma empresa contratada pelo governo federal, com estimativa de entrega para julho. O leilão, que vai ser realizado na bolsa de valores de São Paulo acontece na sequência, a fim de garantir a continuidade do serviço.
Já está previsto um aumento para 4mil e 100 kilômetros de rodovias concedidas, com a adição da PR-092, no Norte Pioneiro, da PR-323, no Noroeste e da PR-280, no sudoeste do estado. O futuro leilão também deve abranger os trechos paranaenses das BRs 163, 153 e 476.
O assunto foi debatido durante uma Audiência Pública na Assembleia legislativa nessa terça-feira. Promovida pela Comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicação, a ideia é propor um modelo mais justo, explicou o presidente da comissão, o deputado Tião Medeiros (PTB).
Os parlamentares querem uma maior participação da Assembleia Legislativa na discussão do tema, como defende o deputado
Segundo Omar Akel, diretor-presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), A agência Nacional de Transportes Terrestres não tem condições de regular todos os contratos do país então é indispensável uma parceria entre os dois órgãos. O diretor também comentou que o contrato anterior teve tantos termos aditivos que ficava difícil para o próprio Departamento de Estradas e Rodagem, responsável pela fiscalização no contrato anterior, cumprir essa função. Omar Akel ressaltou a importância de que o contrato de concessão seja cuidadosamente planejado.
Repórter Amanda Yargas