Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná

Ataques aos profissionais e precarização do trabalho são algumas das previsões para o jornalismo em 2022

Por Comunicação. Publicado em 16/12/2021 às 16:46.

Esse é o quadro traçado pelo especial “O Jornalismo no Brasil em 2022”, parceria do Farol Jornalismo e da Abraji, que mesmo em meio a tantos desafios, aponta também que, no próximo ano haverá o fortalecimento das iniciativas independentes e do empreendedorismo dos profissionais.

Fernanda Nardo, com informações da Abraji


Após dois anos da pandemia de covid-19 com trabalhos exaustivos de jornalistas e de sucessivas crises políticas, a previsão é de um setor cada vez mais precarizado. Pandemia, eleições, crise econômica, desinformação e crescimento das ameaças à liberdade de imprensa. Esse é o cenário que se desenha para os jornalistas brasileiros em 2022. Mesmo em meio a tantos desafios, o próximo ano aponta ainda para o fortalecimento das iniciativas independentes e do empreendedorismo dos profissionais.

Esse é o quadro traçado pela sexta edição do especial “O Jornalismo no Brasil em 2022”, parceria do Farol Jornalismo e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), lançado neste mês. 

O relatório aponta também o risco do recrudescimento da violência devido à profissão, com isso, o jornalista enfrentará as mudanças que vêm ocorrendo no fazer jornalístico, como o fechamento das redações e a apuração cada vez mais virtual por conta da crise sanitária. E não se fala apenas em desaparecimento das redações, mas em enxugamento de equipes e precarização das relações de trabalho. Segundo as pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) Ana Flávia Marques e Janaina Visibeli, a organização do trabalho on-line tende a ser seguida em 2022, com foco no modelo híbrido.

Segundo o presidente da Abraji, Marcelo Träsel, os artigos neste novo especial em parceria com o Farol podem contribuir para que os jornalistas possam avaliar os desafios e oportunidades para melhorar cada vez mais a prática profissional.

Os riscos de aumento dos ataques à profissão, potencializados por uma disputa dura nas eleições presidenciais, são apontados pela pesquisadora e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) Verônica Toste.

Mesmo diante dessas perspectivas, o projeto destaca que o ano de 2022 traz um novo fôlego para o jornalismo. Ele nasce das periferias das cidades e dos grandes centros do país, baseia-se na escuta e na maior proximidade entre o jornalista e a comunidade sobre a qual e para quem ele escreve.

Confira o projeto completo, AQUI.