
Há oito anos os encontros que ocorrem mensalmente na capital e em outros locais do país contribuem para a formação de leitoras e construção da crítica feminista; inciativa lança um olhar para a diversidade e qualidade da produção literária feminina trazendo obras de escritoras de diferentes realidades do Brasil e do mundo.
Por Fernanda Nardo
Em 2014, a escritora e ilustradora inglesa Joanna Walsh propôs o movimento #readwomen2014 como modo de propagar a leitura de obras escritas por mulheres. Ela iniciou a ação após a divulgação de um guia que listou 101 escritores contemporâneos essenciais, destes apenas 14 eram mulheres. A partir disso, livrarias começaram a dedicar espaço para obras escritas por mulheres, escritoras passaram a usar a hashtag para divulgar seus lançamentos, e leitores postaram sobre seus livros preferidos. Inspirado nesse movimento, o “Leia Mulheres”, surgiu no Brasil em 2015. O grupo de leitura de Curitiba foi o terceiro do país. De acordo com a tradutora e criadora do Leia Mulheres em Curitiba, Emanuela Siqueira, o cenário de lá para cá mudou muito.
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Segundo Emanuela, cerca de 25 mulheres participam do encontro mensalmente e, apesar do grupo ser aberto a todos, a aderência de público é majoritariamente feminina. Ela explica como é feita a curadoria das obras.
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Emanuele dá algumas dicas de livros escritos por mulheres que fizeram sucesso no clube.
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Os encontros ocorrem todo o mês e são gratuitos. O calendário e obras escolhidas são divulgados com antecedência pelas redes sociais, como explica a curadora.
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Para saber sobre os encontros basta acessar a página do instagram: leiamulherescwb.