
Casos de assédio moral e sexual ainda são realidade em muitos ambientes profissionais. Especialistas alertam para a importância da informação, do acolhimento às vítimas e da responsabilidade das empresas
Por Flávia Consoli
Ambientes de trabalho devem ser espaços de respeito, segurança e dignidade. Mas ainda hoje, muitos profissionais enfrentam situações de assédio moral e sexual, muitas vezes silenciosas ou naturalizadas. Falar sobre o tema é essencial para prevenir abusos e orientar vítimas sobre seus direitos. A advogada Lenara Moreira, especialista em Direito do Trabalho, explica o que caracteriza o assédio moral e orienta como a vítima pode agir diante desta situação
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Já o assédio sexual envolve abordagens indesejadas de cunho sexual, que podem ocorrer de maneira direta ou velada, especialmente quando há relação de hierarquia entre as partes. Sobre isso, Lenara também orienta como procurar ajuda e formalizar a denúncia
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Esses dois tipos de assédio são considerados violações graves da dignidade do trabalhador e podem ser denunciados em canais internos da empresa, sindicatos, Ministério Público do Trabalho ou diretamente à Justiça. A legislação brasileira prevê punições para os casos de assédio, com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e no Código Penal. Empresas também podem ser responsabilizadas se não atuarem para prevenir ou conter esse tipo de violência. O mais importante é lembrar: ninguém precisa passar por isso em silêncio. Informação, apoio e coragem são os primeiros passos para romper o ciclo do abuso.