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Cientista da UFPR participa de expedição na Antártica para investigar as consequências das mudanças climáticas

Por Redação. Publicado em 18/11/2024 às 17:54.

O objetivo é analisar como a alteração do gelo antártico influencia nas frentes de ciclones tropicais, que atingem regiões equatoriais

Reportagem e produção Alice Lima. Supervisão Maíra Gioia. Uma parceria Aerp e Agência Escola UFPR.

Imagine uma imensidão de gelo, que será contornada por um navio quebra-gelo no ponto mais austral do globo terrestre. Esse vai ser o cenário diário da cientista Camila Carpenedo, que é professora da Universidade Federal do Paranã (UFPR) e doutora em Ciência. A pesquisadora também participa do NAPI, o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação de Emergência Climática e coordena o Projeto Proantar. A cientista vai passar dois meses em uma expedição na Antártica. O objetivo é analisar como a alteração do gelo antártico influencia nas frentes de ciclones tropicais, que atingem regiões equatoriais.

Para chegar perto das geleiras, o navio quebra-gelo vai percorrer mais de 20 mil quilômetros ao redor do continente antártico, com eventuais paradas nas instalações de pesquisa. Assim, os cientistas poderão coletas os dados necessários através de perfuração do gelo, balões meteorológicos e voos de drone. Ao todo, 61 pesquisadores do Brics irão embarcar na expedição para analisar diferentes objetos de estudo. Os países envolvidos são: Argentina, Brasil, Chile, Índia, Peru e Rússia. Camila Carpenedo fala sobre as expectativas para a expedição.

SONORA

O navio parte do Rio Grande do Sul ainda em novembro e tem retorno previsto para janeiro de 2025. A pesquisa é uma realização do Instituto Nacional de Tecnologia da Criosfera, do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e será coordenada pela equipe do Centro Polar e Climático do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.