
Você sabia que os catadores de materiais recicláveis em Santa Terezinha de Itaipu recebem um salário médio de R$ 1650? O modelo de coleta seletiva no município é considerado um exemplo para o Brasil. Quem tem mais informações é o jornalista Vacy Alvaro.
Produção e texto: Vacy Álvaro
Programa de coleta seletiva de Santa Terezinha de Itaipu é exemplo para o Brasil
Nos últimos cinco anos, os catadores de materiais recicláveis de Santa Terezinha de Itaipu vivenciaram uma verdadeira transformação em suas vidas. Com o novo modelo de coleta seletiva implantado em 2014, as condições de trabalho foram aprimoradas e os ganhos mensais aumentaram de R$ 450 para R$ 1650 em média.
Bom para os catadores, bom para a limpeza da cidade e bom para o meio ambiente. Os trabalhadores não precisam mais encarar chuva e sol para empurrar os seus carrinhos pelas ruas. Eles atuam apenas no Centro de Triagem, onde recebem cerca de 120 toneladas de materiais por mês, volume recolhido com o auxílio de três caminhões da Prefeitura.
O sistema é simples, mas eficiente. Todos os moradores recebem, em suas casas, um kit com uma sacola ecológica e um calendário da coleta seletiva. Tudo isso é informado com amplitude pelos meios de comunicação, além de ações de Educação Ambiental promovidas nas escolas. O programa também ajudou na questão de saúde pública, já que ajudou a diminuir os registros de focos do mosquito Aedes aegypt.
O barracão da Acaresti é uma atração à parte. O espaço, que se tornou centro de capacitação técnica para os catadores, não deve em nada para as empresa mais modernas, e conta com instalações como refeitório, auditório e cozinha. No telhado, placas fotovoltaicas ajudam a transformar os raios solares em energia elétrica, reduzindo a conta de luz em até 90%. Esses investimentos foram provenientes de um convênio com a Itaipu Binacional. Além disso, a água da chuva é captada e utilizada para a limpeza do local. Somente em 2018, mais de 700 pessoas conheceram a estrutura do centro, que serve como exemplo para outros municípios.