
O tema é discutido nesta quarta (15) em audiência pública na Câmara; pró-reitor da UFPR destaca que há 10 anos não há reajuste no valor das bolsas de iniciação científica, o que inviabiliza a pesquisa em todos os campos do conhecimento.
Por Fernanda Nardo
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promove audiência pública nesta quarta-feira (15) sobre os cortes no orçamento da educação anunciados em maio, de mais de R$ 3 bilhões no orçamento. A medida, segundo o deputado Professor Israel Batista (PSB-DF), que está à frente de audiência pública na Comissão de Educação, afeta especialmente a rede de educação profissional, científica e tecnológica e impacta em torno de 14,5% no orçamento de cada instituição federal. O contingenciamento provocou protestos no meio educacional, e diante a mobilização, o governo reduziu pela metade o corte no orçamento para 2022, o bloqueio do MEC caiu para 7,2% e esses cortes serão debatidos na Câmara. O deputado explica o que significa este corte, mesmo que seja pela metade do anuncio inicial.
SONORA
Um dos efeitos paralelos dos seguidos cortes orçamentários no Ministério da Educação é a saída de perto de 3 mil doutores e pós-doutores do país nos últimos anos, afirma o deputado Israel Batista.
SONORA
O pró-reitor de pesquisa da Universidade Federal do Paraná, Francisco Mendonça, acrescenta que há 10 anos não há reajuste no valor das bolsas de iniciação científica para mestrado, doutorado e pós-doutorado no país, o que inviabiliza as atividades de pesquisa em todos os campos do conhecimento.
SONORA
De acordo com o governo federal, o contingenciamento é necessário para cumprir o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas.