
A tipificação de mortes violentas de mulheres por familiares ou companheiros como feminicídio ajudou a lançar luz sobre o problema. Sinais de alerta, denúncia de agressões e rede de apoio ajudam a evitar casos.
Dia 22 de julho é dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Paraná. O dia foi escolhido em memória da morte violenta da advogada Tatiane Spitzner, assassinada nesta data em 2018, na cidade de Guarapuava por seu marido Luis Felipe Manvailer.
De cada 10 mortes violentas de mulheres no Brasil, mais de 7 aconteceram no contexto da violência familiar. De acordo com a promotora de Justiça Roberta Franco Massa, do Ministério Público do Paraná, que atua em diversos casos de feminicídio, a tipificação deste tipo de assassinato aconteceu para tirar da invisibilidade o peso do componente de gênero nestas mortes.
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Um dos alertas é que o feminicídio está presente em todos os grupos sociais e não existe um perfil único dos homens que praticam este tipo de crime.
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Não há um perfil de homem que seja potencialmente mais violento, mas há um perfil de relacionamento que traz características de risco e coloca a mulher em perigo, como indica a promotora.
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Segundo Roberta Massa, a estrutura social reforça ideias de que cabe à mulher manter ou salvar a relação, o que faz com que muitas se mantenham em situações nas quais sofrem violência física, psicológica, sexual e patrimonial. Por isso ela lembra que a mulher que estiver passando por uma situação assim precisa informar as autoridades ou, pelo menos, pedir ajuda a alguém que confie.
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Se você estiver sofrendo qualquer tipo de violência, procure ajuda. Você pode usar os telefones 180, específico para denúncias de violência doméstica, ou 190, telefone geral da Polícia Militar, que pode ser acessada ainda pelo aplicativo para celular 190 PR. A Polícia Civil atende nas delegacias de todo o estado e, em Curitiba, também na Delegacia da Mulher. A ajuda também pode ser solicitada no sistema de saúde, de assistência social ou na instituição de ensino que você frequenta. A denúncia também pode e deve ser feita caso você não seja a vítima, mas tenha conhecimento ou suspeita que a violência esteja ocorrendo.
Amanda Yargas