
Governo Federal anuncia retirada da taxa de outorga da proposta de concessão do pedágio no Paraná. Só que os deputados estaduais acreditam que a decisão não vai fazer diferença na tarifa. Quem explica o impasse é a repórter Amanda Yargas.
Nessa quarta-feira, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, anunciou uma mudança no projeto de concessão das rodovias paranaenses, com a destinação de 100% dos recursos ofertados no leilão para aplicações no próprio estado. O anúncio aconteceu em uma reunião do ministro com deputados federais da bancada paranaense.
De acordo com o ministério, o projeto já apresenta valores projetados entre 25% a 70% menores do que os atuais. E que podem sofrer uma redução média de 15% durante o leilão. Serviços de cobrança automática vão garantir mais 5% de desconto ao usuário e quem utiliza o mesmo trecho diariamente, terá redução progressiva.
Participaram da reunião os deputados federais pelo Paraná Pedro Lupion (DEM), Luciano Ducci e Aliel Machado (PSB), Luiz Nishimori (PL), Aline Sleutjes (PSL), Luizão Goulart e Aroldo Martins (Republicanos), Sérgio Souza (MDB), Luísa Canziani (PTB), Ricardo Barros (PP), e Vermelho (PSD). Também estiveram presentes o ex-deputado Alex Canziani e Miguel Tranin, da ALCOPAR (PR).
Apesar de ter apoio da bancada federal, a proposta está sendo questionada há meses por deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Paraná, que defendem a licitação apenas por menor preço. O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) criticou a mudança, anunciada pelo governo federal como uma retirada da taxa de outorga da proposta, mas que segundo ele não diminui tarifas.
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Segundo Romanelli, a justificativa do governo federal para a cobrança não se sustenta na prática.
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O coordenador da Frente Parlamentar do Pedágio, deputado Arilson Chiorato (PT) reforçou que a postura do governo acena para uma preocupação com a opinião pública, mas que a mudança ainda não resolve os problemas identificados pelos deputados em relação ao modelo.
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Amanda Yargas