
Greve de servidores municipais entra no segundo dia em Ponta Grossa.//
Brasil registra 78ª posição em ranking sobre igualdade de gênero.//
Nove mil mulheres estão sob medidas protetivas em Curitiba.//
Com Jomar Valença
A greve de servidores municipais entrou no segundo dia, nesta terça-feira (8), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Entre as reinvindicações da categoria está o pedido de reajuste salarial, o que, segundo eles, não é feito há dois anos. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, a principal área afetada é a educação. Conforme balanço da prefeitura, 57 unidades escolares tiveram adesão total à greve, sem nenhum tipo de funcionamento. Outras escolas e Centro Municipais de Educação Infantil (Cmeis) tiveram adesão parcial. Em nota, a Prefeitura de Ponta Grossa afirmou que fez propostas para reconciliação com o sindicato, mas que todas foram recusadas.
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O Brasil alcançou a 78ª posição no ranking que mede igualdade de gênero em 144 países. O dado faz parte do Índice de Gênero dos ODS 2022, um relatório global que avalia a evolução dos países em metas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A pontuação do Brasil chegou 66,4, atrás de países como Uruguai (31º), Argentina (44º), Chile (49º) e Paraguai (74º). Além disso, o Brasil ainda é o quinto no ranking mundial de casamentos infantis em números absolutos. De acordo com o documento, a pontuação do índice do Brasil estagnou com o “não progresso” entre 2015 e 2020.
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Em Curitiba, cerca de nove mil mulheres sob medidas protetivas estão recebendo acompanhamento da Patrulha Maria da Penha. Criada em 2014, a Patrulha da Guarda Municipal de Curitiba, comemora oito anos de criação, hoje, Dia Internacional da Mulher. A Patrulha trabalha na prevenção, proteção, monitoramento e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar que necessitam de medidas protetivas de urgência. Em oito anos, os guardas realizaram 42.251 atendimentos a mulheres vítimas de violência e prenderam mais de cinco mil autores de agressões. Os atendimentos são feitos pelo telefone 153.