
Grupos de reflexão para homens agressores diminuem reincidência a quase zero. Homens são levados a entender suas atitudes como expressão de violência e as consequências, não apenas na vida da mulher, como de toda a sociedade.
Segundo um levantamento feito pelo Ministério Público juntamente com o Judiciário, entre 55 e 60% dos inquéritos policiais tratam de denúncias de violência doméstica. Mas apenas proteger as vítimas não resolve o problema, e é por isso que 25 promotorias do Estado já oferecem grupos de reflexão para homens agressores.
De acordo com a assistente social Adrieli Volpato Craveiro, de Cianorte, muitos destes homens não percebem suas atitudes como ações de violência .
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Esse tipo de comportamento tem base em uma construção social de superioridade masculina sobre a mulher e é essa lógica que precisa ser quebrada, como explica o promotor de Justiça Thimotie Heemann, da cidade de Campina da Lagoa.
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A promotora Elaine Lopo Rodrigue, de Cianorte, ressalta que o machismo está tão arraigado na sociedade que não é possível traçar características sociais como por exemplo nível educacional e econômico em que estes comportamentos sejam mais recorrentes.
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Os grupos tratam de temas como os direitos humanos, as drogas como potencializadoras da violência, os estereótipos de gênero, a organização social e os reflexos da violência na vida da mulher, da família e de toda a sociedade. Em todos os casos, os índices de reincidência tendem a zero, mostrando que ao analisar seus próprios comportamentos violentos a partir de outros pontos de vista, estes homens entendem que eles não devem ser repetidos.
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Amanda Yargas