
Quarta-feira, segundo dia de greve dos servidores públicos estaduais. E hoje o comando estadual se reúne para avaliar o movimento e definir novas estratégias para convencer o governo do estado a pagar o reajuste salarial. Nesta terça-feira, o governo afirmou que vai esperar o funcionalismo suspender a greve para votar com as negociações da pauta. Acompanhe na reportagem de Deividi Lira.
De acordo com um balanço divulgado pela APP-Sindicato a paralisação desta terça-feira atingiu 80% das escolas estaduais do Paraná, total ou parcialmente, o que representa cerca de 120 mil professores e funcionários das escolas públicas estaduais.
No entanto, em nota a Secretaria de Estado da Educação, informou que na rede estadual de ensino, 2,4% das 2.143 escolas não tiveram atividade, enquanto outras 27% funcionaram parcialmente, com registro da ausência de professores e funcionários administrativos, o que não significa que os alunos ficaram sem atendimento.
O presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, afirma que a greve para os profissionais da educação é por tempo indeterminado e que até sexta-feira universidades estaduais vão aderir ao movimento.
Atendendo ao pedido do governo do Estado, que solicitou aos representantes sindicais na segunda-feira, um prazo maior para estudar a data-base, os servidores da Polícia Civil decidiram suspender a participação na greve. Para o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil (Adepol), delegado Daniel Fagundes, trata-se de um voto de confiança ao governador.
Os servidores estaduais reivindicam o pagamento do reajuste de 4,94% referente à inflação dos últimos doze meses. Segundo o Fórum das Entidades Sindicais, os funcionários do Executivo estão com os salários congelados desde 2016 e acumulam perdas de 17%.
No final da tarde desta terça-feira o governo do estado nos enviou uma nota em que ressalta que segue aberto ao diálogo com os sindicatos dos servidores e aguarda o fim da manifestação iniciada nesta terça-feira para a retomada das conversações sobre questões relativas à folha salarial do funcionalismo.
Mais de 20 categorias de servidores públicos do Estado participam da greve. Nesta quarta-feira, todas as entidades que fazem parte do comando estadual se reúnem para avaliar o movimento e definir estratégias.
Repórter Deividi Lira
Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato