
Câmara Federal definiu a alíquota do imposto de importação em 20%; Para a federação paranaense, taxação ainda é insuficiente para garantir um ambiente de negócios justo para as empresas brasileiras.
Por Fernanda Nardo
Você já se perguntou por que os produtos importados têm um preço diferente e qual é o impacto dos impostos nisso? Se você está acompanhando as novidades sobre economia, já deve ter ouvido falar sobre a alíquota para importados. Alíquota é a porcentagem que pagamos de impostos sobre produtos importados. Então, quando você compra aquela calça estilosa na Shein, ou um smartphone na Shopee, por exemplo, parte do que você paga vai para os impostos. E com a alíquota, a ideia é proteger a indústria nacional, garantindo que os produtos daqui tenham uma chance justa no mercado. Diante disso, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) se manifestou sobre a recente aprovação da lei na Câmara Federal que definiu a alíquota do imposto de importação para 20%. A entidade reconhece que a medida é um passo na direção certa, mas argumenta que ainda é insuficiente para garantir um ambiente de negócios justo para as empresas brasileiras, como destaca o diretor da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Assuntos Tributários da federação, Guilherme Hakme.
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Após aprovado na Câmara, agora nesta semana o Senado pode votar o projeto que acaba com a isenção para compras internacionais de até US$ 50. Atualmente, essas compras eram taxadas apenas pelo Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual, com alíquota de 17%. Inicialmente estava prevista a mesma taxa do Imposto de Importação federal, que é de 60%, mas após negociação, a alíquota do imposto de importação ficou definida em 20%. Segundo Hakme, quem mais sofre com o enfraquecimento da industria local é a população mais vulnerável.
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