
Usina de Itaipu inaugura primeira planta de petróleo sintético, utilizado para a produção do SAF, Combustível Sustentável de Aviação
Por Juliana Sartori
É do Paraná, em Foz do Iguaçu, a primeira unidade de produção piloto de petróleo sintético do Brasil. Material que serve para a produção de SAF – que é o Combustível Sustentável de Aviação, na sigla em inglês. Essa é uma iniciativa da Usina de Itaipu, por meio do Centro Internacional de Energias Renováveis (o CIBIogás), e da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável. A unidade teve um investimento de R$ 10 milhões do governo alemão.
A nova unidade, inaugurada nesta semana em cerimônia com a presença de autoridades brasileiras, será capaz de produzir, inicialmente, 6 kg por dia de petróleo sintético.
O Combustível Sustentável de Aviação é feito a partir do processamento de biogás e de hidrogênio verde. As duas matérias-primas já são produzidas por iniciativas de Itaipu por meio do CiBiogás e do Parque Tecnológico Itaipu, como explica o diretor-geral brasileiro-geral de Itaipu, Enio Verri.
SONORA ENIO VERRI
Gabriela Bonassa, técnica em Engenharia e Operações no CiBiogás, explica que a solução encontrada no Paraná para tornar o combustível para aviação mais sustentável é inovadora.
SONORA GABRIELA BONASSA
Além de ser pioneiro com a inauguração dessa unidade, entre outras iniciativas, o Paraná tem potencial de se tornar um grande produtor de combustível sustentável no país. É o que garante o presidente do CIBiogás, Rafael Gonzalez.
SONORA RAFAEL GONZALEZ
Mais de cem países, incluindo o Brasil, assinaram um compromisso para reduzir os impactos da aviação no meio ambiente. Com isso, o SAF, ou combustível sustentável de aviação, é visto como a principal estratégia para reduzir as emissões. No entanto, o SAF ainda é escasso no mercado: em 2024, sua produção deve representar apenas 0,5% do total de combustível de aviação usado no mundo, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo. Mas o Brasil pode se tornar um produtor relevante por ter bastante biomassa disponível e por ter conhecimento em combustíveis verdes. E o Paraná certamente será protagonista.