
Políticas de contratação e interiorização de migrantes e refugiados no Paraná envolvem empresas como a C.Vale
Por Marinna Prota
Dados do Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (CEIM/PR) apontam que, desde 2016, mais de 31.600 migrantes de 60 nacionalidades receberam assistência no centro. Dentre eles, haitianos, venezuelanos e cubanos.
Beatriz de Melo Silva, assessora Técnica da CEIM PR e mestre em Sociologia, ressalta que o centro desempenha um papel importante na inclusão dos migrantes no mercado de trabalho paranaense.
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Entre esses grupos, os haitianos são um número bem expressivo. De 2017 até 2022, o centro prestou atendimento a cerca de 4 mil refugiados desta nacionalidade. Eles teriam chegado ao Brasil motivados por questões como o terremoto de 2010 no Haiti e a concessão de visto humanitário.
De acordo com o CEIM/PR, no âmbito trabalhista, o migrante enfrenta a necessidade de revalidar seu diploma para exercer sua profissão, mas esse procedimento é mais caro e também demorado. Desta forma, muitos acabam entrando em funções novas.
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Em mutirões realizados no Paraná, empresas parceiras do governo realizam a contratação para o ramo alimentício, segurança, limpeza, serviços gerais, telemarketing e supermercado.
Segundo Beatriz, o CEIM/PR desempenha um trabalho de fornecer informações e, inclusive, auxiliar migrantes a se estabelecerem em regiões também do interior paranaense.
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A C.Vale foi uma das empresas que participoram de políticas para a contratação e interiorização dos migrantes e refugiados no estado. No entanto, o acidente ocorrido na cooperativa resultou na morte de oito pessoas. Durante visita ao local do incidente, o vice-governador do Paraná falou sobre a parceria da empresa com o estado.
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