
Além das dificuldades básicas para abrir e manter uma empresa funcionando diante das barreiras da pandemia, empreendedores migrantes enfrentam ainda mais desafios para garantir o negócio.
Foto: Divulgação Acnur
A empreendedora Naugrelis Lopes tem um negócio de decoração de festas e também decorações especiais em casa. Mas além das dificuldades de todo empreendedor para abrir e manter uma empresa funcionando, ela tem um desafio a mais. Naugrelis é venezuelana e conta que a prestação de serviço esbarra no preconceito.
SONORA
Há alguns anos o Brasil tem sido escolhido como nova casa por refugiados e migrantes. Entre os motivos que levam a essa escolha, está a facilidade de acesso, pelas fronteiras com países vizinhos da América do Sul, e também com países do Caribe através das fronteiras com a Venezuela e a Guiana, no estado de Roraima. O segundo fator é que os Organismos internacionais que dão apoio à imigração tem uma estrutura consolidada no nosso país, como a agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O Brasil também conta com outras organizações do terceiro setor que atuam com auxílio a imigrantes. É o caso da Cáritas, ligada à Igreja Católica.
O educador social da Cáritas no Paraná, Francisco Rodriguez, que também tem nacionalidade venezuelana, explica que, durante a pandemia, a situação econômica e social do país fez com que mais migrantes começassem a empreender.
SONORA
Francisco conta que a instituição está lançando o projeto Caminhos e Oportunidades, em parceria com a OIM para dar apoio profissional e de negócios para estrangeiros. 300 pessoas serão beneficiadas com o programa no Paraná.
SONORA
O projeto será conduzido em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Umuarama. Para participar, procure o núcleo da Cáritas na sua região.
Amanda Yargas