
A pandemia do coronavírus evidenciou a necessidade de se combater o desperdício de alimentos. Paraná se comprometeu em reduzir pela metade o desperdício em toda cadeia alimentar no Estado até 2030.
Enquanto um quarto das famílias paranaenses sofre de insegurança alimentar, cerca de 30% de todo alimento que é produzido no Estado vai para o lixo. Os impactos da pandemia do coronavírus e o aumento dos principais itens da cesta básica no país impulsionaram os debates sobre a necessidade de se combater o desperdício alimentar. Esse é o tema de campanha lançada pela Organização das Nações Unidas nessa semana. E o Paraná também faz parte desse debate, quando se comprometeu em reduzir pela metade o desperdício de alimentos em toda cadeia alimentar no Estado até 2030.
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, em parceria com o Ministério da Cidadania, mantém desde o ano passado um programa de combate ao desperdício, como explica a chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, Márcia Stolarski.
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Segundo Marcia, a pandemia estimulou o funcionamento de um dos braços do programa de combate ao desperdício, que é o Banco de Alimentos, instalado nas Centrais de Abastecimento do Paraná (as Ceasas).
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Para dar conta da demanda de alimentos que iriam para o lixo e são a fonte muitas famílias em situação de vulnerabilidade , uma cozinha dentro da Ceasa em Curitiba está sendo instalada para aproveitar ainda mais As frutas e verduras. Alguns alimentos vão ser processados e outros embalados à vácuo para aumentar a durabilidade. A previsão é que a cozinha já comece a funcionar em breve.
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De acordo a chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Seab, o aumento do preço dos principais itens da cesta básica também acaba sendo uma forma de muitas famílias repensarem o desperdício.
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De Curitiba, Juliana Sartori