
Após grupo hacker se pronunciar sobre ataques ao governo, Serpro nega invasão. Especialista fala sobre interferência nas eleições, a possibilidade das informações serem usadas como forma de resgate e até mesmo para exigência de mudanças políticas.
Por Fernanda Nardo
De acordo com a conta DarkTracer no Twitter, que faz atualizações e reporta sobre ataques cibernéticos, os sistemas do governo brasileiro sofreram ataques cibernéticos na última terça-feira, 30. Segundo os cibercriminosos, está à venda o acesso à rede do governo brasileiro com mais de 3 TB de dados. A Secretaria Especial de Comunicação Social ainda não se pronunciou sobre o ocorrido. Já Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), principal provedor de soluções tecnológicas para o Brasil, responsável por administrar o maior banco de dados do país com informações de todos os cidadãos brasileiros, negou que o ataque tenha ocorrido. Diante desta situação, o João Nyegray, professor de Geopolítica e Negócios Internacionais na Universidade Positivo (UP), lembra das sérias acusações contra o ex-presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, de ter contratado ou ter buscado a interferência dos russos para conseguir dados contra os seus opositores.
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Deste modo, a dúvida que surge é se essa seria uma forma de obter dados de eleitores brasileiros para interferência nas eleições de outubro. No entanto, o especialista acredita ser mais provável a cobrança de resgate.
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Segundo o professor, esta também pode ser mais uma tentativa dos russos em sequestrar dados e exigir mudanças políticas.
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