
Nesta quinta-feira (9) teve início o segundo dia do julgamento de Raphael Suss Marques, acusado da morte de Renata Muggiati, em 2015.
Por Marinna Prota
O segundo dia de julgamento do caso de Renata Muggiati, fisiculturista morta em 2015, começou com o depoimento do pai de Raphael Suss Marques. O filho dele é acusado de matar a jovem asfixiada e jogar o corpo dela da janela do 31º andar de um prédio em Curitiba.
Foram cerca de duas horas de depoimento, tão longo quanto o da mãe. Os dois disseram que não tinham conhecimento de que Raphael teria agredido física ou psicologicamente Renata ou namoradas anteriores. O promotor apresentou boletins de ocorrência que provariam que o réu ameaçou Muggiati, durante uma viagem em Florianópolis.
Depois foram ouvidas dois informantes da defesa, especialistas em engenharia e um médico que refuta o lauda da exumação do corpo de Renata, feito após o primeiro laudo do IML apontar divergências sobre a causa da morte.
Maria Francisca Accioly, assistente de acusação e advogada da família de Muggiati, disse que acredita que as testemunhas ouvidas nesta quinta não devem alterar a percepção dos jurados.
SONORA
No primeiro dia, foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Entre elas, peritos do IML da Polícia Científica e a mãe de Raphael.
Raphael Suss Marques é acusado de homicídio quadruplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. A denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) ainda atribui a ele o crime de fraude processual. Ele é o último a ser ouvido, depois defesa e acusação devem realizar um debate e o júri formular uma sentença.