
O setor de base florestal, que inclui empresas do ramo madeireiro e de celulose e papel, aproveitou programas sociais já existentes nas empresas para ajudar as comunidades no combate à pandemia. E a ajuda foi além das doações, já que as empresas usaram sua estrutura e criaram soluções para ajudar nas dificuldades que foram surgindo.
No ano passado, o setor de florestas plantadas paranaense, que é responsável por cerca de 10% de toda a produção nacional das indústrias madeireiras e de celulose e papel, encabeçou várias ações sociais e de apoio para amenizar os efeitos da pandemia. Segundo Ailson Loper, diretor executivo da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), o primeiro passo foi o cuidado interno com os funcionários e familiares e também com fornecedores. O setor emprega cerca de 100 mil pessoas em postos de trabalho diretos e é responsável por 400mil postos indiretos. Várias das companhias implementaram protocolos de segurança sanitária e se organizaram de forma espontânea em ações integradas para atender as comunidades próximas. A resposta rápida foi possível já que o setor já atua com foco na responsabilidade social, são cerca de 40 programas deste tipo promovidos por empresas da área, como conta o diretor.
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Entre as ações, foi direcionado 15 milhões de reais em suporte à Saúde, principalmente hospitais. Foram distribuídos kits higiene para colaboradores, familiares e fornecedores, que também passaram por testagem em massa. Os testes também foram direcionados às prefeituras, para agentes que atuam nas comunidades. Foram ainda doados máscaras, e álcool em gel, além de insumos e equipamentos médicos, como respiradores e, com o agravamento da crise econômica, o setor passou também a destinar cestas básicas a famílias mais vulneráveis. O diretor considera que a atuação foi acompanhando as necessidades que apareciam em cada momento da pandemia.
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Além disso, o ramo florestal usou seu próprio potencial produtivo e estrutura para atuar no combate a pandemia. Algumas empresas, por exemplo, destinaram tratores para auxiliar na pulverização de produtos de limpeza em áreas urbanas para reforçar o controle contra o coronavírus. Ailson Loper conta que também foi desenvolvido uma material que reforçou a produção de álcool em gel no estado.
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O diretor executivo da Apre lembra que este tipo de postura em relação ao fator humano e social deve ser uma preocupação de todos os setores.
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Amanda Yargas