Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná

UFPR acolhe refugiados e mostra que é possível recomeçar

Por Comunicação. Publicado em 17/07/2024 às 11:25.

UFPR garante acesso a direitos e serviços no Brasil para pessoas refugiadas.

Repórter Flávia Cé. Supervisão de Maíra Gioia – uma parceria Rede AERP de Notícias e Agência Escola UFPR

Desde 2023, o mês de junho é marcado pela celebração da Semana do Migrante e do Refugiado.
O projeto de lei que instituiu essa data busca promover a discussão sobre os fenômenos migratórios, difundir a garantia de direitos dos migrantes e refugiados e apresentar alternativas para integração social e cultural dessas pessoas. Segundo dados do Alto Comissariado da ONU para Refugiados no Brasil, ACNUR, entre 1985 e 2022, o Brasil acolheu mais de 66 mil refugiados e pessoas com necessidade de proteção internacional.

Há mais de 10 anos, a Universidade Federal do Paraná integra a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, uma organização entre a Acnur e os centros universitários para garantir o acesso a direitos e serviços no Brasil para pessoas refugiadas. Rafael Alejandro Reina Brito, que deixou a Venezuela aos 19 anos e hoje estuda psicologia na UFPR, comenta sobre a oportunidade que encontrou na universidade.

SONORA

Localizada no prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, em Curitiba, a Sala 28, como é carinhosamente chamada, é o centro de acolhimento aos migrantes e refugiados.
Lá ocorrem ações de amparo aos migrantes humanitários, com aulas, atendimento psicológico, jurídico, administrativo e muito mais.
Lucia Loxca, imigrante síria e primeira refugiada a se formar na UFPR, chegou ao Brasil em 2013 e, hoje, sente muito orgulho de sua trajetória.

SONORA

Já Laura Valentina Ortega Hospedáles, venezuelana que veio ao Brasil com apenas 17 anos, diz que nunca imaginou que poderia estudar, porque, para ela, estar em outro país significava abandonar sonhos e trabalhar para sobreviver.

SONORA

A UFPR foi a primeira universidade do Brasil a criar e implementar o sistema de ocupação de vagas remanescentes para migrantes humanitários e refugiados e é uma referência para as políticas de inclusão no ensino superior.

O trabalho realizado na Sala 28 contribui para a inserção dos quase mil refugiados e migrantes recebidos na universidade todos os anos.